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MST ocupa Centro de Maceió contra reintegrações de posse

Por 7 Segundos Publicado em • Leitura: 2 min
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Cerca de mil integrantes de cinco movimentos sociais ligados à luta pela reforma agrária montaram, nesta terça-feira (7), dois acampamentos no Centro de Maceió. As mobilizações foram instaladas em frente ao Palácio República dos Palmares, sede do Governo de Alagoas, e à Superintendência do Incra, como forma de pressionar as autoridades por uma solução para a situação das áreas das antigas usinas Laginha e Guaxuma.

O protesto reúne representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento de Luta pela Terra (MTL), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Via do Trabalho. Os grupos afirmam que aproximadamente 5 mil famílias correm o risco de serem despejadas caso sejam cumpridas decisões de reintegração de posse.

A representante do MST, Margarida Maria afirmou que a mobilização busca sensibilizar os governos estadual e federal para a construção de uma solução definitiva para o conflito fundiário. “Hoje não está só o MST. São cinco movimentos que lutam pela terra e pela reforma agrária em Alagoas. Cerca de 5 mil famílias estão sob ameaça de reintegração de posse nessas áreas das antigas usinas Laginha e Guaxuma”, disse.

De acordo com Margarida Maria, as famílias ocupam os imóveis há quase 14 anos e, nesse período, consolidaram a produção agrícola e estabeleceram vínculos permanentes com as comunidades. “Há quase 14 anos essas famílias produzem alimentos, geram emprego e renda no campo e abastecem a cidade. Muitas crianças nasceram durante esse período, cresceram nessas comunidades e hoje já são adolescentes. Há também idosos que vivem nessas áreas e não têm para onde ir”, disse.

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