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Explosivos são encontrados em casa de farinha de AL 

Por TNH1 Publicado em • Leitura: 4 min

Um total de 46 quilos de pólvora apreendidos numa operação coordenada pela Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do Rio São Francisco), nesta quarta-feira (08/05), foi destruído por especialistas em explosivos do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), em uma detonação controlada numa área remota, distante cerca de 10 quilômetros de um povoado de Traipu, no sertão alagoano.

Foto: Assessoria

O material havia sido apreendido durante inspeção realizada na parte da manhã em uma casa de farinha na Vila Santo Antônio, pela equipe de Extração Mineral e Resíduos Sólidos da FPI do Rio São Francisco, que encontrou uma fábrica de fogos de artifício funcionando clandestinamente no local.

O foco da ação da equipe, composta por técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), Agência Nacional de Mineração (ANM) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Polícia Militar de Alagoas, era a verificação de eventuais irregularidades no descarte dos restos da produção de farinha, sobretudo a manipueira, considerada tóxica e cujo descarte irregular pode afetar a bacia hidrográfica do Velho Chico. 

No entanto, a casa de farinha estava vazia, aparentando inatividade, uma vez que, segundo os moradores locais, só funcionaria na safra da mandioca, durante o verão. Os técnicos da equipe  perceberam então material de produção de fogos em vários dos ambientes destinados à produção tradicional de farinha, como cola artesanal, papel, bambu e demais materiais utilizados na produção de fogos de artifício.

Num dos galpões da casa de farinha, foram encontrados materiais para produção de fogos, como rojões, bombinhas, bombas e as conhecidas chuvinhas. Sem nenhum tipo de equipamento de proteção, instrumentos de manuseio artesanais e quase nenhuma infraestrutura para a produção dos fogos. 

“É uma situação em que, mesmo não tendo sido o foco inicial da operação, exige que tomemos as providências para proteger a comunidade de eventuais acidentes, por se tratar de material explosivo, e neste caso, a conduta adequada foi acionar a equipe especializada em explosivos do Polícia Militar”, afirmou a coordenação da equipe de Extração Mineral e Resíduos Sólidos.

Ao todo, foram contabilizados 46 quilogramas de pólvora, o que motivou o acionamento de técnicos em explosivos do esquadrão antibombas do Bope, que, diante da gravidade do problema, vieram de Arapiraca a Traipu em helicóptero especializado da PM/AL. A operação também foi acompanhada de perto pelos coordenadores da FPI, os promotores de Justiça Lavínia Fragoso e Alberto Fonseca, do Ministério Público do Estado de Alagoas. 

De acordo com a promotora Lavínia Fragoso, a importância maior da ação realizada com sucesso nesta quarta-feira diz respeito ao principal intuito da FPI: a prevenção. “Acreditamos que esta ação precisa de todos os envolvidos na identificação da irregularidade e gravidade da situação. Acreditamos que hoje poupamos vidas, uma vez que a fábrica de fogos de artifício fica ao lado de várias residências da comunidade, colocando em risco não apenas quem estava trabalhando na produção dos fogos, mas toda a vizinhança”, afirma.

Além da ausência de acondicionamento adequado, a pólvora era guardada em baldes e até garrafas PET, que estavam espalhadas pelo chão. O local se trata de uma estrutura antiga, com telhas já em estado precário, sujeitas ao calor e às intempéries naturais, o que torna o ambiente ainda mais vulnerável.

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