Vitinho é condenado a 13 anos e 4 meses de prisão por estupro em Coité do Nóia

Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como Vitinho, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão pelo estupro de uma colega de escola, em Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas. A sentença foi proferida na sexta-feira (28) pelo juiz Matheus de Miranda, da comarca de Taquarana. A defesa disse que vai recorrer da decisão.
O processo tramita em segredo de Justiça. A informação sobre o tempo de pena foi divulgada pela defesa de Vitinho. O processo deve sair de Taquarana para Maceió, onde será apreciado.
A defesa de Maria Daniela Ferreira Alves, 19 anos, comemorou a decisão e disse que também vai recorrer da decisão por entender que pena não foi compatível com o tipo do crime.
Segundo as informações reunidas durante a investigação, o crime aconteceu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização entre colegas de escola em uma chácara pertencente à família do acusado, localizada no povoado Poção, na zona rural de Coité do Nóia.
A vítima, Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, teria sido atacada após a confraternização. Conforme consta no inquérito, ela foi estuprada, agredida e sofreu uma tentativa de asfixia.
Maria Daniela chegou a ficar cinco dias em coma e permanece com graves sequelas decorrentes da violência sofrida.
Um laudo toxicológico apontou a presença de diferentes substâncias químicas no sangue da jovem. O resultado integrou a investigação sobre a suspeita de que ela teria sido dopada antes do ataque.
Prisão
Após o crime, Victor Bruno permaneceu foragido. Ele foi preso em 10 de julho, no município de Taquarana, no Agreste de Alagoas.
O acusado estava sendo procurado desde dezembro de 2024, quando ocorreu o crime.
A vítima também relatou, durante a investigação, que teria sido alvo de uma tentativa de feminicídio por asfixia.
A sentença ainda está sujeita a recursos. A defesa do condenado e a representação da vítima podem recorrer da decisão conforme os trâmites previstos pela Justiça.
