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Após ser chamado de vagabundo, professor da Ufal denuncia alunos

Por g1 Alagoas Publicado em • Leitura: 2 min
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Um professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) denunciou alunos à Polícia Federal, nesta quarta-feira (26), por injúria racial e assédio moral após ser chamado de vagabundo. As mensagens ofensivas foram enviadas através de um aplicativo.

Injúria racial é quando a ofensa atinge a dignidade de uma pessoa por sua raça, cor e etnia. O crime é inafiançável e imprescritível. A pena é de prisão de dois a cinco anos, que pode ser dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas.

Nas redes sociais, o professor Tiago Zurk contou que estava em um grupo no aplicativo com estudantes da área da saúde da Ufal que são favoráveis ao fim da greve, deflagrada por docentes e servidores técnicos-administrativos em 29 de abril, na tentativa de dialogar com esses alunos.

Foi durante essa conversa, na segunda-feira (24), que as mensagens ofensivas foram enviadas. Prints compartilhados por Zurk mostram que os alunos enviaram no grupo um link do perfil profissional do professor. Ao comentarem sobre a foto do professor, os estudantes disseram que Tiago tem “cara de vagabundo”. 

Imagem: Reprodução

Os alunos também enviaram no grupo um link do portal da transparência que mostra os valores recebidos por Tiago como forma de tentar intimidar o professor.

“Para garantir que o ideal de uma sociedade democrática e antirracista seja efetivado, uma universidade pública que forma profissionais de altíssima qualidade não pode tolerar que profissionais da saúde com valores e práticas racistas sejam entregues ao mercado de trabalho sob a pena de tais práticas serem reproduzidas com outros cidadãos e pacientes”, escreveu o professor.

“O rito de denúncia, apuração e responsabilização é de conhecimento de todos os gestores e da comunidade. Assedio e racismo não serão tolerados pela instituição”, conclui o texto.

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) também informou que repudia os ataques e ofensas direcionadas as professores da Ufal têm sofrido em decorrência da greve.

“É importante destacar que o movimento grevista é um direito legítimo de todo trabalhador, assegurado pela Constituição Federal, e representa uma ferramenta democrática de reivindicação por melhores condições de trabalho e valorização”, destaca em nota.

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