A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) iniciou as investigações sobre o assassinato da gari Adjane Araújo da Silva, de 38 anos, ocorrido nessa quinta-feira (31), na cidade de Teotônio Vilela, interior de Alagoas.

A principal linha é o crime de feminicídio praticado pelo ex-companheiro da vítima, identificado apenas como Elias. Segundo o delegado Esron Pinheiro, da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC 3), a polícia acredita que o crime tenha sido premeditado, já que o suspeito sabia informações da vida da vítima.
Conforme explicou o delegado, há dois meses, a vítima entrou com um pedido de medida protetiva de urgência por temer pela vida, já que sofria ameaças e era perseguida pelo ex-companheiro, com quem manteve um relacionamento por apenas dois meses.
No entanto, apenas dois dias antes do crime, a Justiça concedeu a medida à vítima; mesmo assim, ela foi brutalmente assassinada à luz do dia.“A principal linha de investigação hoje é o feminicídio com causa de aumento de pena, praticado na vigência da medida protetiva de urgência, que ela solicitou há dois meses, em desfavor de um tal de Elias e o juiz julgou a medida dois dias antes do crime. É muita coincidência”, afirma o delegado.
“A motivação é por causa da condição do sexo feminino, porque ele não aceitou o fim do relacionamento e começou a perseguir, intimidar a vítima e familiares, por isso ela entrou com o pedido de medida protetiva”, completou.
O delegado explicou a dinâmica do crime, ocorrido na frente das amigas da vítima.“Ele parou a moto a 300 metros de onde estava a vítima, deixou o veículo ligado, abordou ela por trás. Ele sabia toda a movimentação da vítima e a acompanhava. Sabia onde ela morava, onde ela trabalhava e que ruas varria. Ela não teve sequer condições de correr.”


