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Veja o que se sabe até o momento sobre o caso da mulher mulher morta após abordagem policial no Jacintinho

Por TNH1 Publicado em • Leitura: 4 min

A família de Amanda Ruanne Lopes da Silva, que tinha 32 anos e foi morta durante uma abordagem da Polícia Militar na noite do último sábado, 05, rebateu a versão da PM sobre o caso e cobrou justiça. A situação aconteceu na Comunidade Aldeia do Índio, na região da Grota do Cigano, no bairro Jacintinho, em Maceió.

Em entrevista à TV Pajuçara, Wyllyany Ryelly, prima de Amanda, afirmou que ela não agrediu o policial e que o PM errou durante a abordagem.

“Eu estava no local quando tudo aconteceu. A Amanda estava vindo da barbearia com o filho dela, uma criança de 11 anos que tinha ido cortar o cabelo. Quando a Amanda voltou, que subiu a ladeira, a guarnição já estava lá fazendo a abordagem. De costume, a gente gosta de olhar, porque eles costumam agredir a população. Nós, que somos família, meu irmão estava sendo parte da abordagem, a gente gosta de olhar. A mulher do meu irmão foi lá averiguar o que estava acontecendo, o policial não quis deixar ela passar. Ela só chamou ele de amostradinho. Ele já estava agitado, começou a se alterar”.

Foto: Redes Sociais

“A Amanda disse que estava lá justamente para saber porque ele esculhambou ela, se ela não fez nada com ele. Ele começou a se alterar, começou a peitar minha prima, foi para cima dela. Houve uma discussão entre os dois. Ele deu um empurrão nela, em momento nenhum minha prima agrediu ele fisicamente. Ele que já empurrou ela. Quando ele a empurrou, ela deu um passo para trás, foi o tempo dele sacar a arma e atirar. Quando ele atirou, ela não tinha percebido que o tiro tinha pegado nela, o sangue começou a sair, ela botou a mão no peito e disse: ‘Wylly’. Ela deu três passos para frente e já caiu morta”.

“Ele foi para a viatura. Ele tinha desligado a câmera dele. Se estão dizendo que ele é certo, manda puxar as imagens da câmera que ele estava. A minha prima caiu no chão, os amigos dele da guarnição falaram: ‘Ele atirou. Ele atirou’. Ficaram todos desesperados. Eu comecei a gritar por socorro, por chamar a ambulância. Eles não iam socorrê-la, só que viram que eu comecei a gritar, aí eles: ‘Vamos socorrer a moça’. Pegaram minha prima como se fosse nada, jogaram ela na viatura como se ela fosse um lixo, como se não tivesse valor nenhum”.

“Ele saiu dirigindo a viatura, saiu desesperado, quebrou a calçada da mulher. Porque ele sabia que estava errado, ele sabia que cometeu erro. A vida da minha prima foi embora assim em questão de minutos. Quem a conhecia sabia que ela era uma pessoa boa, mãe de família, ela não ia em nenhum momento tirar a arma de um policial, uma mulher não tem força para um policial. Em nenhum momento ela o agrediu fisicamente, ele que começou a agressão.

“Quero justiça. Sei que a justiça de Deus vai ser feita. Isso é para o nome de Deus ser glorificado. Eu sou evangélica, eu sei o Deus que eu sirvo. E sei que Deus vai fazer justiça, porque minha prima morreu inocentemente. Ela era uma cidadã, mãe de família, trabalhadora. Ela era pai e mãe dos filhos dela, ela lutava para sustentar os filhos dela. Quem conhece a Amanda sabe do que eu estou falando. Deus é a prova viva do que eu estou falando, eu conheço a minha prima e sei que ela não ia fazer isso”.

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