Tio-avô acusado de estuprar e matar menino de 6 anos em Maceió é denunciado pelo MPAL

O tio-avô do pequeno Peterson Ykaro Gomes Cardoso, criança de 6 anos encontrada morta em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, em Maceió, foi denunciado pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) por suspeita de estupro de vulnerável e homicídio qualificado.
Segundo o órgão ministerial, a denúncia foi ajuizada pelos promotores de Justiça Lucas Sachsida e Dalva Tenório, da 59ª e 60ª Promotorias de Justiça da capital, respectivamente.
As investigações apontam que o homem estuprou e matou o menino, e que o assassinato foi realizado de forma a dificultar a defesa da vítima e para assegurar a ocultação do crime sexual.
O Ministério Público aguarda a resposta da Justiça de Alagoas. Caso a denúncia seja aceita, o suspeito se tornará réu e será levado a julgamento pelo Tribunal de Júri.
A criança foi morta na noite de 6 de julho de 2026. De acordo com as investigações, o suspeito levou o menino Peterson para um terreno baldio localizado em Maceió e teria praticado o estupro contra ele. Em seguida, o homem teria provocado a morte de Peter por asfixia, com o objetivo de apagar vestígios do crime. No dia seguinte, o suspeito foi preso.

“A denúncia apresentada pelo MP alagoano é resultado da análise dos elementos reunidos durante a investigação. Entre as provas consideradas estão imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e exames periciais que ajudaram a reconstruir a dinâmica do crime”, explicou Lucas Sachsida.
Em imagens recolhidas pela apuração, é possível ver a criança entrando no terreno acompanhada do suspeito. Após um tempo, o acusado deixa o local sozinho.
A perícia apontou que a vítima morreu devido à asfixia mecânica por sufocamento, provocada pela obstrução das vias aéreas superiores, mediante o tapamento da boca e do nariz por ação de terceiro. Durante os trabalhos periciais, foram recolhidos vestígios biológicos e identificadas lesões compativeis com violência sexual.
Na denúncia, o MP também pediu para que seja feita a coleta de material biológico do homem, caso ainda não tenha sido realizada, e o respectivo confronto genético com indícios arrecadados durante os exames realizados na vítima.
“A denúncia do Ministério Público demonstra o nosso compromisso institucional de atuar na proteção da infância e no enfrentamento à violência sexual e aos crimes contra a vida. Em casos como esse, a atuação da instituição é fundamental para garantir que os elementos reunidos na investigação sejam submetidos à análise da Justiça e que, comprovada a responsabilidade criminal, o autor seja punido conforme prevê a lei. Além da responsabilização criminal, também requeremos a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados pelos crimes, considerando os prejuízos ocasionados por eles e o dano moral sofrido pela vítima e seus familiares”, complementou a promotora de Justiça Dalva Tenório.
