O maior assassino em série de Alagoas, Albino Santos de Lima, voltou ao banco dos réus pela sétima vez e foi condenado a 22 anos, 5 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos. O crime aconteceu em fevereiro de 2019, em Maceió, e a vítima foi morta na frente do neto de 11 anos.

O julgamento ocorreu na 7ª Vara Criminal de Maceió e foi presidido pelo juiz Yulli Roter. Durante o interrogatório, Albino afirmou que não conhecia a vítima. No entanto, o promotor de Justiça Vilas Boas apresentou um vídeo em que o próprio réu declara ser vizinho de Genilda, confrontando a versão apresentada em plenário.
O promotor também questionou o fato de Albino ter negado o crime duas vezes antes de confessar em uma terceira ocasião. Na acusação, Vilas Boas relembrou condenações anteriores do réu e destacou que projéteis encontrados em crimes investigados eram compatíveis com a arma dele, além de haver provas técnicas ligando o acusado aos homicídios. Albino, por sua vez, afirmou que não haveria laudo de balística que confirmasse essa relação.
Durante a sustentação, o promotor revelou ainda que outra pessoa chegou a ser apontada como autora do crime. No entanto, dias antes do julgamento, dois delegados informaram ao Ministério Público que novas investigações apontavam Albino Santos de Lima como verdadeiro autor.
Durante o julgamento, a defesa do réu pediu a absolvição de Albino, argumentando que ele seria uma pessoa com deficiência intelectual e, por isso, inimputável, ou seja, sem capacidade de responder criminalmente por seus atos.
No entanto, a acusação apresentou laudos periciais que descartam transtornos mentais no acusado. De acordo com os documentos apresentados pelo promotor, Albino tinha plena capacidade de entender o caráter criminoso das ações que cometia.
Vilas Boas também citou conceitos relacionados à psicopatia e afirmou que pessoas com esse perfil não demonstram arrependimento, embora tenham consciência do que fazem.
A acusação ainda descreveu o modus operandi do réu, afirmando que ele estudava a rotina das vítimas antes de agir.







