Maceió, 15 de janeiro de 2025

Carregando….

Carregando….

SENADO FEDERAL – Projetos em defesa das mulheres são pauta da Comissão de Direitos Humanos no Senado em reunião marcada para quarta-feira.

Na próxima quarta-feira (26), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal irá votar quatro proposições em apoio à população feminina. Uma dessas proposições é o Projeto de Lei (PL) 5.881/2023, de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que determina a publicação, a cada dois anos, de um relatório com informações e análises de dados sobre violência contra as mulheres.

O PL 5.881/2023 prevê que o relatório seja produzido a partir do Registro Unificado de Dados e Informações sobre Violência contra as Mulheres, conforme estabelecido pela Lei 14.232, de 2021. A intenção da senadora Damares Alves é organizar e consolidar dados estatísticos que embasem políticas públicas de combate à violência de gênero.

A senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) emitiu um relatório favorável ao projeto, enfatizando que ele representa um fortalecimento da cidadania. Segundo Gabrilli, ao determinar a publicação periódica de dados e análises, a proposição busca envolver a população de forma qualificada no combate à violência contra as mulheres.

Caso o projeto seja aprovado na CDH e não haja recurso para votação em Plenário, ele seguirá para análise na Câmara dos Deputados. Além do PL 5.881/2023, a CDH também irá votar outras propostas, como o PL 2.341/2024, que trata de medidas protetivas de urgência para os casos de violência política contra a mulher.

Outro tema em discussão é o PL 3.272/2024, que autoriza o porte temporário de arma para mulheres sob medida protetiva de urgência. A autora do projeto, senadora Rosana Martinelli (PL-MT), alega que o aumento dos casos de feminicídio no Brasil demanda respostas rápidas e que o porte de arma oferece uma forma legítima de defesa em situações de risco iminente.

Além dessas propostas, a CDH também analisará o PL 4.531/2023, que visa proporcionar ensino remoto para gestantes, lactantes e adotantes de crianças de até seis meses de idade. A relatora do projeto, senadora Damares, apresentou um substitutivo que estende o benefício para até 365 dias após o parto, adoção ou concessão de guarda judicial.

A votação dessas proposições na CDH representa um avanço importante no debate sobre a proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência de gênero. Após a votação na CDH, as propostas seguirão para outras comissões do Senado para análise e possíveis ajustes antes de serem enviadas para votação em Plenário.