Data para além da comemoração, o 19 de abril remete à reflexão e às ações que se fazem necessárias para a permanente valorização dos povos indígenas. E quando o assunto é educação indígena, o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), vem dispensando especial atenção às comunidades locais, graças à série de investimentos em infraestrutura, à contratação de profissionais indígenas capacitados e, principalmente, à garantia de uma educação de qualidade.

Atualmente, a rede estadual de ensino conta com 17 escolas indígenas, que estão distribuídas em cinco Gerências Especiais de Educação (GEE). Na 3ª GEE, são seis escolas que servem ao povo Xukuru-Kariri. Pela 5ª GEE, três unidades contemplam os povos Aconã, em Traipu, Karapotó, em São Sebastião, e Tingui-Botó, em Feira Grande. Já na região Sul do estado, que está sob a responsabilidade da 9ª GEE, a Escola Francisco Queiroz Suíra, em Porto Real do Colégio, atende ao povo Kariri-Xocó.
No Sertão alagoano, por sua vez, são três as escolas à disposição dos povos Koiupanká, em Inhapi, e Jiripankó, Katokinn e Karuazu – estas localizadas na cidade de Pariconha. Por fim, na 12ª GEE, as escolas José Manoel de Souza, José Máximo de Oliveira, Manoel Honório da Silva e Profª. Marlene Marques Dos Santos, em Joaquim Gomes, atendem o povo Wassu Cocal.
“O Governo de Alagoas trabalha para ofertar uma educação de qualidade, desenvolvendo uma série de programas, ações e iniciativas voltadas aos povos indígenas. Investimos em melhorias estruturais, mas também fortalecemos a parte pedagógica. Prova disso é que lançamos, recentemente, um processo seletivo que também contemplou a contratação de professores indígenas. Some-se a isso a criação da Gerência de Educação Escolar Indígena, o que também representa uma conquista importante no sentido de valorizarmos cada vez mais a cultura indígena e o respeito à diversidade étnica no ambiente escolar”, destaca a secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos.
Obras
E os investimentos em infraestrutura também contemplam a educação indígena. Somente no ano passado, o Governo de Alagoas anunciou o aporte de R$ 15,6 milhões na construção de quatro novas escolas, que serão entregues nas cidades de Traipu, Pariconha, São Sebastião e Água Branca. Cada unidade terá seis salas de aula, contando, ainda, com quadras poliesportivas.
Além disso, outras dez escolas indígenas serão contempladas com diversas melhorias, perfazendo um investimento de R$ 10,2 milhões. As escolas Francisco Queiroz Suíra (Porto Real do Colégio) e Balbino Ferreira (Palmeira dos Índios), por sua vez, já tiveram as obras de reforma concluídas.
Ensino
E após concurso público realizado em 2021, o Governo de Alagoas já promoveu outros dois processos seletivos, ambos em fase de homologação, voltados à educação indígena: o primeiro, em dezembro do ano passado, com 328 vagas – sendo 270 para professor e 58 para profissionais de apoio (antigo auxiliar de sala); e o segundo, realizado este ano, com 169 vagas para agente educacional, sendo 42 para a área de alimentação e 127 para as áreas de manutenção e infraestrutura.


