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Renan Filho promete construção de Hospital da Mulher em Arapiraca com 157 leitos

Por Redação, com Assessoria Publicado em • Leitura: 4 min
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Arapiraca voltará a contar com uma maternidade pública com a construção do novo Hospital da Mulher. A unidade terá 157 leitos e capacidade inicial para realizar até 200 partos por mês, ampliando a assistência às gestantes, mães e recém-nascidos do município e de toda a região.

A proposta é devolver às famílias arapiraquenses a possibilidade de realizar o parto no próprio município, com uma estrutura pública moderna e especializada. O hospital também deverá reorganizar a Rede Materno-Infantil no Agreste e reduzir a demanda atualmente concentrada no Hospital Regional de Arapiraca (HRA).

“Quando fui governador, nós fizemos história construindo o Hospital da Mulher. Além das dezenas de milhares de crianças que nasceram na unidade, o Hospital da Mulher, em Maceió, contribuiu para reduzir em 42% a mortalidade materna desde a sua inauguração”, afirmou Renan Filho.

“Agora é hora de fazer história de novo. Com o novo Hospital da Mulher de Arapiraca, o arapiraquense vai voltar a nascer em Arapiraca, e a mulher arapiraquense terá toda a estrutura com que Maceió já conta”, completou.

Demanda regional

Entre janeiro e julho de 2026, Arapiraca registrou 2.108 partos, todos realizados no Hospital Regional. A média foi de 301 procedimentos por mês. Com capacidade inicial para receber até 200 partos mensais, o novo Hospital da Mulher poderá absorver o equivalente a aproximadamente dois terços da demanda hoje concentrada no HRA.

O alcance da nova maternidade, no entanto, deverá ir além dos partos que já ocorrem no Hospital Regional. A proposta é transformar Arapiraca em referência regional para os partos de risco habitual, oferecer atendimento especializado e reduzir os deslocamentos de gestantes que precisam buscar assistência em outros municípios.

Foto: Reprodução

Com a regionalização da assistência e a criação de novos fluxos de regulação, o hospital poderá receber gestantes de outras cidades, absorver atendimentos realizados atualmente em diferentes unidades e permitir que mulheres do Agreste e do Sertão sejam atendidas mais perto de casa.

O crescimento do número de partos realizados em Arapiraca deverá ocorrer principalmente pela redistribuição e concentração regional dos atendimentos, e não por um aumento da natalidade.

Assistência desde o pré-natal

A reorganização da Rede Materno-Infantil deverá começar ainda durante o pré-natal. O projeto prevê uma integração maior com a Atenção Primária à Saúde para que cada gestante conheça antecipadamente sua maternidade de referência e chegue ao momento do parto com o atendimento devidamente encaminhado.

Com a nova pactuação entre Estado, municípios e unidades de saúde, os partos de risco habitual poderão ser direcionados ao Hospital da Mulher. A definição mais clara dos fluxos também permitirá encaminhar as gestações de alto risco às unidades adequadas para cada grau de complexidade.

A organização deverá reduzir a peregrinação de gestantes em busca de atendimento, melhorar o funcionamento da regulação e ampliar a segurança das mães e dos recém-nascidos. Ao absorver parte da demanda, o Hospital da Mulher também ajudará a desafogar o Hospital Regional, permitindo que o HRA concentre seus esforços nos atendimentos compatíveis com seu perfil assistencial.

Por ser uma maternidade nova, moderna e especializada, a unidade deverá atrair ainda parte da demanda espontânea hoje atendida por outros serviços. A expectativa é ampliar o acesso, reduzir barreiras geográficas e assistenciais e elevar a capacidade de resposta da rede pública de saúde em todo o Agreste.

Atendimento especializado

Além da assistência ao parto, o Hospital da Mulher de Arapiraca oferecerá atendimento nas áreas de ginecologia, obstetrícia, pediatria, mastologia e planejamento reprodutivo. A estrutura contará ainda com serviços especializados, exames de imagem e laboratoriais e assistência prestada por uma equipe multidisciplinar.

A concentração dos serviços em uma unidade especializada deverá aumentar a capacidade de resolução da assistência e garantir às mulheres acesso ao diagnóstico, ao acompanhamento e ao tratamento em uma estrutura integrada.

O processo licitatório está na fase final. O início da construção está previsto para novembro, com prazo estimado de 20 meses para a conclusão das obras.

Novo complexo hospitalar

O Hospital da Mulher será construído ao lado do Hospital Metropolitano do Agreste, cujas obras estão avançadas. As duas unidades ficarão às margens da rodovia AL-220, nas proximidades da entrada de Arapiraca.

Juntos, os dois hospitais formarão um novo complexo de assistência, com capacidade para ampliar a oferta de serviços, integrar diferentes níveis de atendimento e consolidar Arapiraca como o principal polo hospitalar do interior de Alagoas.

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