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Ré muda depoimento e alega legítima defesa no julgamento da morte de sargento da PM em Maceió

Por Ascom MPAL Publicado em • Leitura: 3 min
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A ré Josefa Cícera Nunes Flores apresentou uma nova versão para a morte do companheiro, o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos, durante o julgamento realizado nesta quinta-feira (6), no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió.

Foto: Reprodução

Em depoimento aos jurados, Josefa afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo ela, o casal havia ingerido bebida alcoólica em um bar e Alessandro teria demonstrado ciúmes após um homem, que ela disse não conhecer, apertar sua mão.

Foto: Ascom MPAL

A acusada relatou que estava dirigindo o veículo enquanto os dois discutiam durante o trajeto até a residência onde moravam, no bairro Cidade Universitária. Ao chegar ao imóvel, ela afirmou que decidiu permanecer dentro do carro enquanto o sargento entrou na casa.

Segundo o depoimento, após algum tempo, um vigilante que fazia a ronda no condomínio teria passado pelo local e chamado Alessandro. Josefa disse que acabou dormindo no veículo e que acordou quando o companheiro a chamou para entrar na residência.

Durante o interrogatório, o promotor de Justiça Antônio Vilas Boas questionou quem era o vigilante citado e pediu a identificação do funcionário. A ré respondeu que se tratava de “um rapaz que fazia ronda no condomínio”, mas afirmou que não o conhecia e não sabia informar o nome dele.

Versão apresentada pela ré mudou durante o processo

A acusação destacou que o relato apresentado por Josefa nesta quinta-feira é diferente das primeiras versões dadas durante as investigações.

Inicialmente, segundo o Ministério Público, a acusada teria informado que o casal estava discutindo quando Alessandro teria sugerido uma brincadeira de roleta-russa. Ela teria recusado participar e, em seguida, os dois entraram em uma luta corporal, momento em que ocorreu o disparo que matou o militar.

Já no julgamento, Josefa afirmou que a suposta brincadeira aconteceu e que, cerca de 35 minutos depois, teria começado uma nova discussão, situação em que, segundo ela, precisou agir para se defender.

O Ministério Público contesta essa narrativa e afirma que as provas técnicas não confirmam a hipótese apresentada pela ré. A acusação sustenta que o disparo ocorreu a aproximadamente dois metros de distância e que a arma utilizada, uma pistola, não seria compatível com uma prática de roleta-russa.

O julgamento continua com a manifestação da acusação e da defesa antes da decisão dos jurados.

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