MP afirma que estupro de jovem em Coité do Nóia foi premeditado

Por Gazetaweb

O estupro que teve como vítima a jovem de 19 anos, na cidade de Coité do Nóia, foi premeditado. É o que afirma o Ministério Público de Alagoas (MPAL), em denúncia formalizada no dia 28 de fevereiro deste ano pela Promotoria de Justiça de Taquarana, que acompanha o caso desde o início das investigações.

Segundo o promotor Sérgio Ricardo Vieira Leite, responsável pelo caso, há indícios de que o suspeito dopou a vítima com a intenção de garantir que o ato ocorresse sem resistência. Exames laboratoriais identificaram na corrente sanguínea da jovem substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina — medicamentos de uso controlado com efeito sedativo.

Foto: Reprodução

“Assim que tomamos conhecimento do caso, iniciamos o acompanhamento mantendo os contatos necessários com as autoridades para saber sobre o andamento do inquérito, dos laudos periciais e fazendo todos os levantamentos que pudessem respaldar a denúncia. Trata-se de um crime bárbaro, cheio de agravantes, planejado, visto que o acusado, para o cometimento do crime, dopou a jovem para garantir que seus desejos sexuais acontecessem sem qualquer tentativa de impedimento”, disse o promotor.

O caso ocorreu em uma chácara no Sítio Poço, zona rural de Coité do Nóia. Além do estupro, a vítima sofreu agressões físicas, conforme comprovado por hematomas em diversas partes do corpo. Um laudo neurológico apontou que a jovem ficou por um período sem respirar, o que provocou danos ao cérebro.

“Havia indícios suficientes de autoria e materialidade, com depoimentos da vítima e testemunhas, documentos emitidos pelos médicos e pela polícia científica e reforçamos a representação da polícia civil pedindo a decretação da prisão do autor que se encontra foragido”, contou Sérgio Ricardo.

Devido à gravidade das lesões, a jovem precisou ser internada por 19 dias, cinco deles em coma. A denúncia do Ministério Público detalha as sequelas físicas e psicológicas causadas pelo crime.

“Não há dúvidas, diante dos laudos, de que os efeitos colaterais de todos os medicamentos juntos poderiam causar um choque anafilático. As consequências da perversidade foram tão graves que ela fez uso de cadeira de rodas, de fraldas descartáveis e, até o momento, continua com algumas limitações”, concluiu o promotor.

O suspeito do crime, um jovem de 18 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele segue foragido.