JHC não poderá apoiar Rodrigo Cunha para o Governo AL

A nova reforma eleitoral permite a implantação da Federação Partidária, que consiste, em linhas gerais, que duas ou mais legendas se unam durante o período eleitoral e mantenham essa união por, no mínimo, quatro anos.

Com isso, as siglas unidas passam a funcionar como uma só. É bom lembrar que os partidos que constituírem tal Federação Partidária, precisarão estar juntos, tanto na disputa presidencial, como nas candidaturas federais e nas estaduais.

Diante desse fato, uma vez que se concretize a Federação Partidária entre PT/PSB, JHC não poderá oficialmente apoiar e nem participar da campanha de Rodrigo Cunha ao Governo do Estado, caso o senador venha participar da disputa pelo PSDB.

Sem a presença do atual prefeito de Maceió nas caminhadas, nas carreatas, nas redes sociais e no guia eleitoral em apoio a Cunha, a candidatura do senador perde muito em consistência eleitoral, já que hoje JHC é o seu principal aliado e representa a maior força política que o apoia.

Em se concretizando a Federação Partidária PT/PSB, a única saída possível para tal impasse, seria a filiação de Rodrigo Cunha ao PSB de JHC, situação pouco provável. Vale ainda ressaltar que a Direção Nacional do PSB tem interesse na candidatura de JHC ao Governo do Estado, possibilidade que ainda não está descartada.

O tempo urge e o calendário eleitoral apresenta datas com períodos bastante  curtos para tomadas de decisão necessárias, a saber: de 3 de março até 1° de abril é o período para a mudança de partido e o dia 2 de abril é o prazo final para que os gestores públicos decidam em permanecer ou renunciar e 31 de maio é o último dia para a formalização das Federações Partidárias.

Diante disso, até lá muitas articulações de bastidores e especulações políticas serão a tônica da disputa eleitoral, o que torna o cenário imprevisível.