Escola de Maceió teria orientado aluna abusada sexualmente a não falar sobre o assunto

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A direção de uma escola particular de Maceió emitiu uma nota de esclarecimento nesta quinta-feira (19), onde negou saber da denúncia de abuso sexual sofrido por uma aluna da instituição que teria sido praticado por um professor de inglês, dentro das dependências do colégio. As informações vão de encontro com o que diz à família da vítima. Segundo os pais da adolescente de 13 anos, ela denunciou o caso à direção da escola, mas foi orientada a não falar sobre o assunto. 

Na nota, a escola informa que tomou conhecimento do caso somente no dia 5 de maio de 2022, quando a direção do colégio foi intimada à comparecer na Delegacia da Infância e da Juventude e que “até a referida data não tínhamos recebido nenhum registro de reclamações ou acusações de alunos, alunas ou familiares em relação ao fato em questão”. A escola diz que se trata de um ex-professor, mas não especifica data ou motivo de não ter mais o educador em seu quadro de funcionários. 

As informações repassadas pela instituição de ensino contradizem o que diz a família da vítima. Os pais da adolescente informaram que o abuso estava acontecendo desde 2021 e que a jovem procurou primeiro a direção da escola para denunciar os abusos, mas foi orientada a não falar sobre o assunto. 

Segundo os pais, tudo foi descoberto diante da mudança de comportamento da filha que, diante do acontecido, resolveu relatar toda a situação para uma colega da irmã e a mesma teria feito o alerta ao casal.

Segundo os familiares, a adolescente descreveu que os abusos sexuais estava acontecendo desde o ano de 2021. A família também relatou que tudo começou durante um evento esportivo promovido pelo colégio, onde o professor teria aproveitado da condição de educador e conquistado a confiança da menina — no local, suspostamente teria acontecido o primeiro abuso. Posteriormente, o professor combinou de encontrar com a aluna em uma área próxima ao colégio e, outra vez, teria abusado da adolescente.

O e exame de conjunção carnal feito no Instituto Médico Legal constatou o abuso sexual. Os familiares também protocolaram um boletim de ocorrência e procuraram o Ministério Público de Alagoas para formalizar a denúncia.

Na nota divulgada pela escola eles afirmam repudiar veementemente quaisquer tipo de atitude que comprometa a integridade moral, sexual e emocional da comunidade escolar.