Duas pessoas são internados em Maceió com sintomas da doença da urina preta

Duas pessoas foram internadas, em um hospital particular da capital, localizado no bairro da Gruta de Lourdes, após apresentarem sintomas característicos de Síndrome de Half, popularmente conhecida como doença da ‘urina preta’.

Segundo relatos de parentes, os dois tiveram dores musculares, no pescoço, dificuldade para ficar em pé e perceberam a coloração escura da urina, acendendo o alerta para a suspeita.

Já na unidade hospitalar, os pacientes relataram que começaram a passar mal logo após a comerem peixe dourado em um restaurante, situado no povoado Massagueira, em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió.

Diante da hipótese, a Vigilância Sanitária de Marechal Deodoro informou que apreendeu 32 quilos de peixes em restaurantes da Massagueira e encaminhou o produtor para análise no Laboratório Central de Saúde Público de Alagoas (Lacen/AL) em parceria com um laboratório especializado.

Já a gerência do Lacen/AL destaca que recebeu as amostras do pescado e revelou que está em processo de análise. O laboratório ressaltou que não há um prazo determinado para conclusão, uma vez que o processo requer minucioso estudo para comprovar ou descartar a presença da toxina proveniente de algas marinhas no pescado analisado.

A síndrome é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). Quando o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada, ele cria uma toxina sem cheiro e sem sabor.

Pela explicação dos médicos, os peixes comem uma alga, que é reproduzida com mais frequência nesta época do ano, e desenvolvem a substância nociva. Ao ser ingerida pelo homem, a toxina pode provocar dores musculares fortes e, na tentativa de ser eliminada pelo organismo, causa lesões severas nos rins, ocasionando a ‘urina preta’, semelhante à coloração de refrigerante de cola.

Os especialistas orientam a população para só consumir pescados provenientes de alto-mar. Os que são capturados na costa têm mais chances de estarem contaminados. Se apresentar sintomas semelhantes da síndrome, o conselho é para que procure o serviço de emergência para que o diagnóstico seja fechado e o tratamento iniciado o mais breve possível.

Com informações Gazetaweb