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Fátima Canuto propõe política permanente para capacitar profissionais e ampliar inclusão de pessoas neurodivergentes no esporte

Por Assessoria Publicado em • Leitura: 3 min

A deputada estadual Fátima Canuto apresentou, na Assembleia Legislativa de Alagoas, um Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a instituir a Política Estadual de Capacitação Permanente para Inclusão de Pessoas Neurodivergentes nas Atividades Esportivas. A proposta busca preparar profissionais e equipes multidisciplinares para garantir que crianças, adolescentes, jovens e adultos neurodivergentes tenham acesso, participação e permanência nas atividades esportivas de forma segura, acolhedora e inclusiva.

A iniciativa prevê a qualificação continuada de profissionais que atuam na orientação, preparação, treinamento, acompanhamento e execução de atividades esportivas, além de integrantes de equipes multidisciplinares. Entre as ações previstas estão cursos de formação, oficinas, seminários, palestras, encontros técnicos, produção de materiais orientativos e treinamentos específicos sobre as diferentes condições do neurodesenvolvimento.

O projeto também estabelece a possibilidade de capacitação para que os profissionais estejam preparados para adaptar atividades, regras, espaços, equipamentos, estímulos sensoriais e rotinas, de acordo com as necessidades de cada participante. A proposta inclui ainda orientações para identificação e manejo de situações como sobrecarga sensorial, dificuldades de comunicação e desregulação comportamental.

Para Fátima Canuto, garantir inclusão no esporte vai além de assegurar o acesso aos espaços esportivos. É necessário que os profissionais estejam preparados para compreender as particularidades de cada pessoa e criar condições para uma participação efetiva.

“O esporte é uma ferramenta de desenvolvimento, saúde, socialização, educação e autonomia. Por isso, precisamos garantir que ninguém seja deixado para trás. Não basta abrir a porta do espaço esportivo; é preciso preparar quem está ali para acolher, compreender e respeitar as diferenças. Essa proposta busca justamente transformar a inclusão em uma prática permanente dentro do esporte alagoano”, destacou a deputada.

O texto estabelece como objetivos promover a participação efetiva de pessoas neurodivergentes, ampliar a capacidade dos projetos esportivos de identificar e superar barreiras, estimular metodologias inclusivas e prevenir situações de exclusão, constrangimento, violência, capacitismo e outras formas de discriminação.

A política também deverá estimular a articulação entre profissionais do esporte e das áreas de saúde, educação e assistência social, além de incentivar a participação das famílias e das próprias pessoas neurodivergentes na construção e avaliação das ações de inclusão.

Na justificativa do projeto, Fátima ressalta que o esporte constitui importante instrumento de desenvolvimento humano e participação comunitária, mas que barreiras relacionadas à comunicação, aos estímulos sensoriais, às metodologias de treinamento e à preparação dos profissionais ainda podem dificultar a participação de pessoas neurodivergentes.

O Projeto de Lei prevê que a execução da política possa ocorrer por meio de ações diretas de capacitação, parcerias com instituições de ensino, entidades esportivas e organizações da sociedade civil, além da utilização de plataformas presenciais e digitais de formação.

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