Davi Maia vira alvo de crítica por dispensar licitação de contrato de mais de 100 mil reais por mês

Por Redação

Enquanto ensaia o retorno à Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o diretor-presidente do Ideral, David Maia, parece estar mais focado em encerrar ciclos administrativos de forma acelerada do que em prezar pela clareza dos gastos públicos.

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Uma operação recente, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 31 de outubro, colocou o “garoto de Quebrangulo” sob os holofotes — e não pelos motivos que sua assessoria gostaria.

Foto: Reprodução / Diário Oficial de Alagoas


O ponto que mais chama a atenção de observadores atentos não é apenas o valor do contrato — pouco mais de R$ 105 mil por mês— mas a sua validade. O serviço de limpeza e conservação, contratado via dispensa de licitação por emergência, expira no dia 1º de maio.


A coincidência é cirúrgica: A Data: O Dia do Trabalhador; praticamente no prazo final para que gestores públicos se afastem de seus cargos caso pretendam disputar as eleições deste ano. A Suspeita: por que um contrato emergencial foi desenhado para durar exatamente poucos dias de Maia na cadeira da presidência? A gestão parece estar sendo “preparada” para sua saída, deixando pontas soltas para o sucessor ou garantindo contratos rápidos antes da troca de comando.

Apagão na Transparência

Se a data gera desconfiança, o Portal da Transparência aprofunda o mistério. Em uma consulta direta, não se encontra a cópia do contrato nem a justificativa detalhada para a dispensa de licitação. “A lei é clara: a publicidade é o princípio básico da administração pública. Esconder os termos de um contrato de R$ 105 mil pagos com dinheiro do contribuinte é, no mínimo, um desrespeito ao cidadão alagoano.”

Perguntas sem Resposta

O Ideral, órgão que deveria zelar pelo desenvolvimento rural e o abastecimento (ligado à CEASA), agora precisa responder:

  1. Qual foi a real “emergência” que impediu a realização de uma licitação convencional para serviços de limpeza?
  2. Por que os documentos não estão disponíveis para fiscalização pública, conforme exige a Lei de Acesso à Informação?
  3. A coincidência do término do contrato com o calendário eleitoral é técnica ou política?
    Enquanto David Maia utiliza suas redes sociais para pavimentar o caminho de volta à ALE, o rastro deixado no Diário Oficial sugere que a transição no Ideral pode ser menos “limpa” do que o objeto do contrato sugere.

Não conseguimos entrar em contato com o senhor Davi Maia, mas o espaço está totalmente aberto para seus esclarecimentos.