Conferência de Claudemiro Avelino sobre o Museu do TJ/AL lota a Academia Maceioense de Letras

A noite desta quarta-feira, 10 de junho, foi marcada por um verdadeiro banquete cultural e de resgate histórico na sede da Academia Maceioense de Letras (AML). Com o auditório completamente lotado, a “Majestosa” — como é carinhosamente conhecida a instituição — promoveu um evento que aliou a erudição jurídica à sensibilidade literária, consagrando-se como um dos grandes momentos culturais do ano na capital alagoana.
O presidente da AML, Dr. Jorge Soares, não escondeu o entusiasmo ao avaliar o encontro:
“Casa cheia. Êxito total. Assim definimos a conferência proferida pelo brilhante historiador, pesquisador e jurista de escol Claudemiro Avelino de Souza, que com uma didática impecável e mestria desenvolveu o tema: ‘O Espaço Museológico e interativo do Tribunal de Justiça de Alagoas’.”
O Papel Social da Memória Jurídica
O ponto alto da noite foi a palestra do jurista e acadêmico Claudemiro Avelino de Souza. Em sua exposição, o conferencista detalhou o funcionamento e a importância do espaço museológico do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), um projeto que já desponta como referência nacional.
Segundo o presidente Jorge Soares, o palestrante conseguiu demonstrar com clareza o papel social que o acervo histórico da entidade desempenha para a sociedade alagoana. “Parabenizamos o ilustre confrade pela iniciativa e pelo minucioso trabalho de pesquisa e resgate da história do judiciário alagoano. Vivemos momentos de pura emoção”, destacou o presidente.
Emoção e Saudade no Momento Literário
Após as reflexões históricas, o palco da AML transformou-se em um recital de poesia e reverência. Confrades e confreiras se revezaram em apresentações que tocaram o coração do público presente, com forte tom de homenagem a grandes nomes da literatura local que já partiram.
O saudoso Jucá Santos foi o grande homenageado da noite, lembrado nas vozes e versos de: Ari Lins Pedrosa (poema em homenagem); Nara Núbia (declamação especial); Cleodisia Fernandes (leitura de um soneto); Geraldo Dantas (tributo poético).
Outras saudades e reflexões também ecoaram pelo auditório:
· Adriana Célia trouxe a melancolia com o poema “Saudades”;
· Claudia de Bulhões fez uma defesa da tradição escrita, discursando sobre a força do papel e a importância do impresso;
· Celeste Campelo encantou a plateia ao declamar “O Poeta e a Lua”;
· Adélia Magalhães prestou uma emocionante homenagem ao saudoso Arnaldo Camelo;
· Ernane Santana relembrou com sensibilidade o legado do poeta Zé Brejeiro.
Reconhecimento e Honrarias
A noite festiva foi encerrada com a entrega da Comenda Jornalista José Rodrigues de Gouveia, honraria que carrega o nome do idealizador e fundador da Majestosa AML, destinada a agraciar personalidades que dedicam seus esforços ao crescimento da instituição. As homenagens foram para: Jorge Soares, Moezio de Vasconcellos, vice-presidente da entidade, Clesivaldo de Morais, segundo Tesoureiro, Jailton Balbino diretor de Intercâmbio e Jorge Tenório de Albuquerque escritor Menção Honrosa.
“O evento reafirmou o papel fundamental da Academia Maceioense de Letras como um farol de preservação da identidade, da história e das artes de Alagoas, deixando no público a sensação de ter testemunhado um capítulo memorável da cultura local”, disse Moezio de Vasconcellos

