AQUIAGRA
Alagoas
Manchetes

Caso Davi: PMs são condenados por desaparecimento e morte após quase 12 anos

Resumo da notícia

O desfecho para uma decisão aguardada há quase 12 anos, desde que o adolescente Davi Silva, de 17 anos, desapareceu ao ser abordado por quatro policiais militares. O Tribunal do Júri de Maceió condenou os réus.

Por Redação, com Gazetaweb Atualizado há • Leitura: 2 min
Publicidade

O desfecho para uma decisão aguardada há quase 12 anos, desde que o adolescente Davi Silva, de 17 anos, desapareceu ao ser abordado por quatro policiais militares. O Tribunal do Júri de Maceió condenou os réus.

Foto: Reprodução

A abordagem ocorreu no Benedito Bentes, em 2014. Ele estava com o amigo Raniel Victor Oliveira da Silva, liberado após a ação policial. Desde então, o corpo de Davi nunca foi encontrado.

Eudecir Gomes de Lima: 28 anos, um mês e três dias de reclusão

Carlos Eduardo Ferreira dos Santos: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão

Nayara Silva de Andrade: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão

Victor Rafael Martins da Silva: 23 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão

Os réus negam que tenham matado Davi e ocultado o corpo.

A abordagem ocorreu no Benedito Bentes, em 2014. Davi estava com o amigo Raniel Victor Oliveira da Silva, liberado após a ação policial.

A investigação apontou que a vítima foi sequestrada, torturada e morta pelos policiais militares Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e pela ex-militar Nayara Silva de Andrade. Os quatro policiais militares acusados de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver respondem ao processo em liberdade.

O júri — que chegou a ser marcado outras duas vezes — começou na segunda-feira (4) e foi encerrado na noite desta terça-feira (5).

A promotora Lídia Malta ressaltou os acontecimentos do dia apurados durante o inquérito policial quando Davi desapareceu. “Uma guarnição, formada por três homens e uma mulher fortemente armados, aborda dois adolescentes, maltrata-os e leva Davi para lugar ignorado. Um rapaz jovem, pobre, que tinha o apelido de gaguinho, era um menino bom; poderia não ter um grande futuro porque o Estado falhou. Mas, ele era um jovem que ajudava sua mãe”, analisa a integrante do Ministério Público de Alagoas.

Publicidade