Nove alagoanos detidos após os atos contra os três Poderes ocorridos em Brasília, no dia 8 de janeiro, continuam presos no Complexo Penitenciário da Papuda e na Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Dois já ganharam a liberdade, voltaram para Alagoas e atualmente estão fazendo uso de tornozeleira eletrônica.

De acordo com o advogado Vinícius Almeida, que acompanha o caso de dez dos onze presos do estado, muitas são as irregularidades que têm ocorrido nesses casos, violando as prerrogativas dos advogados e o direito de defesa dos presos.
Ao site Gazetaweb, o advogado Vinícius fala sobre a dificuldade de acesso aos presos, destacando que é preciso fazer um cadastro em um sistema e um agendamento. Segundo ele, o problema é que dificilmente são disponibilizados dias e horários.
“Tem alguma coisa errada, porque não tem vaga no sistema, mas quando chegamos lá, os parlatórios estão vazios, não tem nenhum advogado esperando. Passei uma semana em Brasília no mês de janeiro e, nesse tempo, só consegui visitar um cliente. E isso só aconteceu por causa da boa vontade da carceragem, pois a pessoa já estava presa há quase vinte dias e ainda não tinha falado com o advogado”, afirma Vinícius, destacando que só teve acesso a um segundo cliente quando já estava em Maceió, por meio de uma videoconferência.







