Acusados de envolvimento na morte de coordenador da base do CRB vão a júri popular
A Justiça de Alagoas decidiu submeter a júri popular Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e Symeone Batista dos Santos, acusados de participação no assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, de 33 anos. Ele era coordenador das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB) e foi morto a tiros em janeiro deste ano, em Maceió.
Os dois réus foram pronunciados por homicídio doloso qualificado, com as qualificadoras de pagamento e motivo torpe. A decisão foi proferida pelo juiz Yulli Roter Maia e publicada na última quinta-feira (29). O magistrado também determinou a manutenção da prisão preventiva dos acusados.
Ao justificar a permanência dos dois na prisão, o juiz destacou a gravidade do crime e o planejamento da execução.
“A manutenção da custódia cautelar revela-se estritamente indispensável para a garantia da ordem pública, diante da extrema gravidade concreta da empreitada criminosa, perpetrada de forma mercenária, mediante ajuste prévio, monitoramento meticuloso da vítima e planejamento complexo, circunstâncias que denotam periculosidade social incompatível com a liberdade provisória”, citou o juiz.
Segundo as investigações, Ruan é apontado como o suposto mandante do assassinato, enquanto Symeone teria atuado como intermediário na execução.
O crime
Johanisson Carlos Lima Costa foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto caminhava em direção a um ponto de ônibus, no bairro Santa Lúcia, parte alta de Maceió. O crime aconteceu em janeiro de 2026.
Na ocasião, Joba seguia para embarcar em uma van com destino ao Centro de Treinamento Ninho do Galo, onde trabalhava com as categorias de base do CRB.
As investigações apontaram que o assassinato teria sido planejado em dezembro de 2025. Em depoimento à polícia, Symeone relatou a participação de Ruan na articulação do crime.
Imagens de câmeras de segurança também ajudaram a polícia a identificar Symeone, que teria auxiliado na fuga do atirador após os disparos.
Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque se apresentou à polícia três dias depois do assassinato. Com a decisão de pronúncia, os dois acusados deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri.


