Após 39 dias, chegou ao fim a greve da educação em Alagoas, sem avanço do Governo na proposta salarial exigida pelos professores e oito dias após decisão de cortar os salários dos trabalhadores da educação que não voltassem ao trabalho.

A decisão foi tomada na manhã desta sexta-feira, 8 de julho.Os professores pediram 10% de reajuste, o Governo ofereceu 4,83%- na prática, reposição da inflação.Ainda segundo o Governo, 90% dos pontos de pauta foram cumpridos.
Aumento da carga horária (CH) dos professores foi concedido, exceto nos casos em que não há carência real nas escolas
.• Aumento da carga horária dos funcionários: já autorizado para 439 servidores, com análise em andamento para novos casos.
• Gratificação por difícil acesso: decreto e portaria já foram publicados.
• Reajuste do auxílio-alimentação: concedido com retroativo a janeiro, já pago em 5 de agosto
.• Precatórios do Fundef: saldo provisionado foi pago nos dias 28 a 31 de julho. Segunda parcela aguarda liberação de recursos
.• Alteração legislativa (trava de mudança de 1 para 4): projeto enviado à Assembleia Legislativa
.• Gestão democrática: mantida a exigência de que apenas professores com vivência pedagógica possam assumir a função de gestor.
• Equiparação dos proventos dos aposentados: em andamento na SEPLAG.
• Melhoria da infraestrutura das escolas: mais de 120 unidades reformadas e outras 28 em obras
.• Transporte escolar: aquisição de 15 novos ônibus
.• Contratação de auxiliares de sala: 1.150 profissionais contratados para atender 2.200 alunos.
• Concurso público: carências enviadas à SEPLAG, que elabora estudo de impacto financeiro
.• Concurso de remoção: edital previsto para setembro.
• Convênios com redes municipais: formalizados em 100% dos municípios alagoanos.
• Saúde do trabalhador: psicólogos e assistentes sociais atuarão nas escolas, com foco na saúde mental dos servidores.
“Por ampla maioria nossa categoria definiu uma mudança na estratégia que consiste em suspender a greve, continuar em estado geral de mobilização e retomar a mesa de negociação que será mediada pelo Tribunal de Justiça”, disse o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro.Segundo ele, já há um diálogo com o TJ para intermediar esse diálogo com o Governo. “Nessa mesa iremos defender a suspensão do corte das consignações sindicais, defendemos que não haja desconto nos salários das trabalhadoras e trabalhadores, além dos demais pontos que constam em nossa pauta e foram amplamente definidos em nossa assembleia”.
“Foi graças à nossa mobilização que o governo passou esse período olhando para a educação, iniciando reformas em escolas que há anos cobramos. O fim da trava dos mestrados e doutorados chegou à Assembleia Legislativa, a equiparação pelo tempo de serviço dos aposentados e aposentadas está finalmente sendo tratada na Seplag. A saúde mental dos trabalhadores também começa a ter um olhar do governo, isso tudo são sinalizações, mas precisa se concretizar, por isso seguimos mobilizados, e podemos chamar a categoria a qualquer momento, caso a mesa não tenha resultados”, detalhou Izael.








