Eleições 2026: MDB quer a permanência de ex-prefeito do Pilar

Por Ronaldo Valentim, com Jornal Extra Alagoas

O MDB de Alagoas está empenhado na formação de uma chapa competitiva para as eleições de 2026.

A articulação busca formar uma chapa robusta para 2026, com nomes que possam atrair tanto a base tradicional do MDB quanto novos eleitores. Embora ainda não tenha tomado uma decisão definitiva, Silvânia Barbosa vereadora por Maceió tem mostrado interesse na proposta, e as conversas tendem a avançar nos próximos meses, especialmente se o MDB oferecer condições favoráveis tanto para ela quanto para seu marido, o deputado estadual Marcos Barbosa.

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Além da negociação com Silvânia, a articulação do MDB ganhou ainda mais força com a confirmação da filiação de Tereza Nelma. A ex-deputada, que atualmente ocupa o cargo de secretária estadual da Cidadania e da Pessoa com Deficiência, decidiu se filiar ao MDB, encerrando as especulações sobre sua permanência no PSD.

A filiação de Tereza Nelma foi confirmada em uma conversa com o deputado Isnaldo Bulhões e será prestigiada pelo presidente nacional do partido, Baleia Rossi. O MDB está planejando uma grande cerimônia de filiação, que contará com a adesão de outros nomes de destaque da política nacional, ainda sem data confirmada.

Renato Filho também é aposta

A sigla comandada pela família Calheiros em Alagoas também aposta na permanência de Renato Filho, ex-prefeito de Pilar, o que acrescentaria ainda mais peso à chapa. A movimentação do MDB revela o esforço do partido para ampliar sua bancada na Câmara Federal, colocando-o em uma disputa mais acirrada e direta com o PP de Arthur Lira, que elegeu quatro deputados federais em 2022.

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Atualmente, o MDB de Alagoas tem dois representantes na Câmara dos Deputados: Isnaldo Bulhões, líder do partido, e Rafael Brito, presidente da Frente Parlamentar da Educação. A inclusão de Tereza Nelma e Renato Filho na chapa do MDB pode ampliar ainda mais suas chances de sucesso nas urnas, especialmente considerando que o PP deve enfrentar uma disputa interna mais acirrada no próximo ano. Apenas Arthur Lira, líder do PP, deve tentar o Senado, o que deixará as outras três vagas abertas para reeleição.