STF encerra ações da Lava-Jato contra Arthur e Biu de Lira por improbidade

Por Folha de Alagoas

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu de forma definitiva três ações de improbidade administrativa que tramitavam contra o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Em um dos processos, a Justiça Federal do Paraná bloqueou, em 2017, R$ 10,4 milhões de Arthur Lira e de seu pai, o ex-senador Benedito de Lira. Na ação, os dois são acusados de envolvimento em um suposto esquema de desvio de verbas da Petrobras para custear campanhas eleitorais.

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As ações, agora encerradas, foram apresentadas pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pelo Ministério Público Federal (MPF) e tramitavam na Justiça Federal de Curitiba, no âmbito da Operação Lava-Jato. O caso corre no STF em segredo de justiça.

As ações já tinham sido suspensas pelo ministro, mas de forma liminar (temporária), em abril de 2021. Agora, a decisão foi dada em caráter definitivo. Gilmar atendeu a um pedido da defesa do deputado.

Ao apresentar uma reclamação no STF, a defesa de Lira argumentava que como a Segunda Turma da Corte rejeitou, em 2017, uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Lira e há conexão entre os fatos dos dois processos, a ação de improbidade não deveria ter desdobramento.

Em outra decisão, desta vez tomada em 2021, a Segunda Turma do STF arquivou denúncia contra Lira entendendo que não havia elementos mínimos para continuar com as investigações.

Por meio de nota, o advogado Willer Tomaz, responsável pela defesa de Lira, disse que “com o trancamento de três processos por improbidade administrativa contra o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o judiciário brasileiro continua o combate à sanha persecutória baseada em denúncias sem suporte probatório”.

“Faz-se, portanto, justiça com isenção e equilíbrio. A decisão desta segunda-feira encerra definitivamente um imbróglio judicial que já durava seis anos, e para os quais já havia arquivamento do inquérito na esfera penal. Agora, com o julgamento do mérito, o ministro Gilmar Mendes reforça a confiança na Corte Suprema e no respeito à Constituição”, diz o advogado.